Hipnose no BDSM

Hipnose no bdsmHá algum tempo eu tenho estudado e trabalhado com hipnose. E como faz muuuito tempo que não posto algo por aqui, resolvi escrever algo a respeito.

A hipnose, bem como o bdsm, é cercada de mitos e preconceitos, e; apesar de ser uma ferramenta sensacional para tratamento de fobias, traumas e outras tantas coisas ligadas à psique, e ser algo muito antigo (há registros de hipnose no antigo Egito), muita gente ainda vê a hipnose como algo perigoso, ou mesmo, a vê com estranheza. E claro, tudo que não nos é claro, ou que não entendemos ou ignoramos, é mesmo estranho… Essa é a raiz da palavra!

A questão é que a hipnose é absolutamente segura, e se aplicada com conhecimento, pode trazer ótimos frutos para uma relação, seja ela bdsm ou não.

A hipnose e o bdsm

E a hipnose no bdsm é algo que me traz muitas, mas muitas ideias! Porque ela pode potencializar o que se sente, pode preencher a imaginação com algo que não está presente, trazer sensações novas, e inclusive é uma alternativa para pessoas que “não podem ficar marcadas”, imagine ser chicoteada e sentir a quantidade de dor que você suporta, no limite máximo, de forma absurdamente segura, na verdade, absolutamente segura, e não ficar com NENHUMA marca no corpo?! Pois é, com a hipnose isso é perfeitamente possível, você pode sentir as dores e sensações de uma surra, sem passar por ela fisicamente. E inclusive pode ficar com as dores por um tempo, como se estivesse se recuperando do spanking.

Soa interessante? Pois é… Eu já gostava de psicologia, comportamento e hipnose, mas depois que resolvi estudar e me formar em algo sério e bem estruturado a respeito, estou literalmente apaixonado pela hipnose.

E adoraria saber de vocês, quem já experimentou algo relacionado à hipnose. Escrevam! Será bem interessante compartilhar histórias aqui!

E, hoje vim trazer um filme, oriental, que usa a hipnose e o bdsm como tema, tem cenas de petplay lindíssimas, mas, é importante saber que ele tem uma mentira enorme sobre a hipnose: No filme, é possível hipnotizar a pessoa sem que ela queira. E na verdade, isso não é possível.

Mas entendo que para se ter o enredo mais excitante e interessante, fazer com que a hipnose pareça ser algo forçado, deixa tudo bem interessante. O filme não está em português, mas você vai perceber que assitir a um filme em japonês sem precisar entender o que é dito, e por duas horas! É absolutamente possível, e prazeroso.

O filme é reservado, não posso deixá-lo público, então para assistí-lo, você precisa ser cadastrado aqui no site.

Para assistir esse filme, você precisa ser um usuário cadastrado, por ser conteúdo restrito. É rápido, você se cadastra e e confirma clicando num link em seu e-mail e pronto…. Depois de logada(o), você verá uma linha abaixo com uma senha para abrir o link da coleção de filmes e vídeos no Vimeo.

Você precisa se cadastrar para ter acesso a este conteúdo.

Ou se preferir, basta digitar a senha no vídeo abaixo e você assiste aqui mesmo… tem opção de tela cheia inclusive.

https://vimeo.com/395804191

Dominação Ideológica

Dominação Ideológica

A dominação ideológica é algo usado também no BDSM, e como eu gosto muito de filosofia, acabo sempre esbarrando em conteúdo que corrobora com o que penso, ou vivo no BDSM.

Importante deixar claro que não trata-se de uma prática BDSM, e que o exemplo mostrado aqui, só tem o intuito de fazer você pensar, não de ditar que exista algo assim, definido como prática do meio BDSM, ou que seja certo ou errado. Inclusive, quem me acompanha, já deve ter percebido que eu acho o certo x errado um conceito muito relativo. Mas sem mais delongas, aqui vai um conteúdo que eu gosto muito pelas definições claras e diretas que o Clóvis de Barros possui, e achei relevante compartilhar.  Note que é um conceito marxista, mas que se você parar para pensar, boa parte dele irá se aplicar a uma série de perfis de dominação.

Para quem não quiser ver desde a introdução  contexto (vale a pena), pule direto para 6 minutos e cinco segundos:

https://vimeo.com/220793578

Mas resumidamente, a dominação ideológica tem a ver com fazer o outro acreditar de tal forma num ideal, que ele passa por situações adversas, de forma satisfeita, sem se abalar… Porque ele acredita de fato que ele está ali porque DEVE estar lá… É como se a pessoa aceitasse algo porque culturalmente aquilo foi incutido na cabeça dele. E a pessoa não vê injustiça, defende ideal que não é dele, sem entender porque, de forma cega. E no BDSM, há dominadores mal-intencionados que conhecem de dominação psicológica e de dominação ideológica (que não é uma prática), e acabam fazendo pessoas virarem robôs!

Fragmentos dos meus devaneios: Sobre empréstimo

Sobre empréstimo no BDSM

O empréstimo de escravas não é muito comum no BDSM, apesar de afirmarem o contrário

Digo isso porque algumas pessoas afirmam que são liberais e que fazem o empréstimo das suas subs, ou bottoms, na minha opinião, com o intuito de não estabelecer vínculos mais fortes e gerar afeto na relação com o bottom.

Que fique claro que não estou falando de menage*, isso é outro assunto.

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Empréstimo é algo que é feito com escravas especificamente, subs (requer envolvimento maior, algo afetivo), em geral não são emprestadas, elas podem ter contato com baunilhas (para os doms liberais, como eu), mas não terão contato/sessões com tops. Pois dom é único… Só ele domina. Eventualmente dominadores levam suas subs para experiências com bondagistas (fetichistas), ou sádicos (quando o dom não oferece a experiência que o sádico propõe, como uma técnica específica com agulhas por exemplo), mas pela lógica do empréstimo, em geral é só o sádico mesmo que faz isso…

Para ter humilhação, algo como o public disgrace, degradação, esse tipo de coisa, como elemento principal. Quando um dom faz empréstimo da sua sub (na minha opinião, pois isso não é generalizado), ele tem envolvimento superficial com ela. Aí ela seria uma “avulsa”, por conta das sessões esporádicas e sem qualquer compromisso das partes, nem da sub.

Vantagem do empréstimo: Se as partes envolvidas procuram experiências em quantidade, essa é uma boa forma de conseguí-las.

Desvantagem: relações superficiais e limitadas, sem entendimento real e seguro dos limites do bottom, o que significa risco a TODOS os envolvidos. Além de confundir a linha conceitual de dominação de cada top. Pois a sub seria conduzida de formas diferentes simultaneamente. Isso é quase garantido: Prejuízo psíquico do bottom (se houver uma relação D/s de verdade, e não for avulsa).

Eu sempre fico pensando sobre coisas e Às vezes escrevo algo, que vez ou outra consigo um tempinho para vir compartilhar. Seria interessante que houvesse comentários, com opiniões divergentes e à favor, porque acredito que só assim podemos abrir a cabeça para novas ideias e pontos de vista, que tal participar?

Submissas BRAT?

submissa-brat

Submissas BRATS

Brats são confundidas com submissas que em muitos casos (na minha opinião) abusam da posição delas e perdem noção de seu próprio tempo e espaço. E por essa razão, eu sou um dos muitos dominadores que querem distância de brats, não é uma unanimidade, claro; mas a maioria dos doms que conheci e conversei, não curtem o comportamento brat. E para encontrar algo que ilustre o perfil da brat, eu pedi autorização de reprodução de um artigo que vi no Facebook e foi gentilmente cedido pela autora Aurora Lopes. A questão principal da conquista é justamente onde alguns Tops discordam do conceito, mas vale a leitura e reflexão:

BRATS

O que se pode dizer sobre isso… Prazer ou desafio?

O que será que significa essa palavra, talvez seja algum jogo.

Tema pouco comentado, talvez um pouco polêmico, talvez mais ainda ,um pouco ignorado.

Como tudo no BDSM, há os que aprovam e os que desaprovam totalmente.

SUBMISSOS BRATS…

O tema instiga nossa curiosidade, afinal, quem são eles… OS BRATS

Falando assim parece até que são de outro mundo, mais são submissos normais, apenas apresentam algumas condições especiais.

Alguns Dominadores apreciam muito, já outros rejeitam totalmente.

Mais para os que apreciam, torna-se um excitante e prazeroso desafio…

É um assunto bem complexo, mais vou tentar ser o mais clara possível.

Os Brats são submissos , embora sejam difíceis de serem controlados, por isso não são aceitos por muitos Dominadores, são impulsivos, resistentes a maioria dos comandos, isso os torna desafiadores e rebeldes na visão de Doms e Dommes. Por isso quase sempre são afastados por eles. Essa rebeldia torna seu caráter questionável , e para a maioria dos Dominadores , o caráter é essencial.

Para um Dominador é muito frustrante saber que não consegue controlar um submisso,por isso preferem ignorá-los e se afastam.

Mais para alguns Doms extremamente sádicos, isso se torna um desafio aceitável e muito interessante.

Há quem diga que os Brats não são submissos, apenas possuem alguns comportamentos que se identificam com a submissão, mais se seu comportamento for bem trabalhado por um Dominador de garra, autoridade, sabedoria e disciplina exemplares. e acima de tudo muita paciência, sua submissão pode vir a tona.

E claro também depende de um fator muito importante, talvez o mais importante de todos. A capacidade de entrega do submisso.

Na verdade acho que todos os submissos alguma vez se comportaram como Brats, quem nunca se rebelou ou teimou com se Dono. Resistiu a uma ordem, questionou alguma coisa.

Talvez um Brat goste de chamar atenção, como um adolescente que desobedece aos pais, questiona suas ordens, responde aos professores, enfim, tem um temperamento imaturo. Um temperamento forte e luta para ter suas vontades atendidas e não o contrário.

Precisa de um Dominador de pulso firme e seguro de si mesmo, mais ao mesmo tempo, precisa de um Dominador que seja compreensivo, calmo e que o entenda.Entenda seu comportamento sem acusações.
Mais é importante que fique claro que o Brat tem o desejo de servir, ele só não consegue obedecer a voz de comando de seu Senhor sem desafiá-lo ou questioná-lo antes. Não consegue enxergar com clareza o caminho da submissão. Para eles tudo deve ser questionado primeiro.

O Brat tem a necessidade de ser protegido, guiado, como crianças indefesas. E isso atrai alguns

Dominadores, para falar a verdade, é um desafio e tanto…

Um Brat é curioso ao extremo, sempre quer saber o porquê de tudo, gosta de questionar,não vai se submeter sem entender ou argumentar.

Eles não conseguem simplesmente aceitar a ordem só por aceitar, e isso vai gerar discussões e descontentamentos. Justamente como um adolescente faria.

Primeiro vem as perguntas, depois os argumentos e por fim os obstáculos. Sempre haverá uma dificuldade ou um motivo para não obedecer.

O Dominador tem que ter muita sabedoria e jogo de cintura para dominá-lo, é uma verdadeira prova para sua Dominação.

Se o Dominador souber como adestrá-lo, ele vai acabar por se dobrar, se submeter e isso será uma grande vitória para o Dominador.

A essência predominante dentro de uma sessão entre um Dominador e um Brat, é puramente a CONQUISTA.

Um Dominador tem que ter em mente que a força não é o caminho, falar duro , bater o pé, nada disso resolve. O caminho é a paciência e a sabedoria. Isso o fará seguir o comando de seu Senhor…
Pode-se dizer também que o Brat, pode desobedecer simplesmente para receber um castigo , seja físico ou psicológico, gostam de chamar atenção e sentir que são o centro dela. Se sentirem amados , cuidados, e protegidos.

Existem Dominadores que gostam de possuir feras, bom eu diria que Brats, podem ser facilmente comparados a feras que aparentemente, podem ser indomáveis.

Há Dominadores que gostam de serem desafiados, e uma cena entre um Dominador Sádico e um Brat masoquista pode ser muito interessante e extremamente excitante.

O gosto do desafio instiga o dominador e isso automaticamente liberta a rebeldia do Brat.

É um jogo de conquista, um tentando conquistar o outro, sempre assim. A resistência ao domínio e a entrega do Brat e o instinto de dominação do Dom. Isso é o que mantém os dois juntos.

Um Dominador que se sente atraído pela rebeldia , vai se sentir cada vez mais motivado pela resistência do submisso. A busca pelo poder do Dom e a luta pelo desafio do Brat.

Mais o desafio maior do Brat é feito a si mesmo. O desafio de confiar e se entregar a seu Senhor e conquistar uma relação sólida, baseada na confiança de ambos.

Mais ao mesmo tempo que o Brat pode se tornar um desafio prazeroso, pode também se transformar em frustração, porque um Dom quer suas ordens cumpridas, sem explicações dadas, ou motivos para elas, não quer uma troca, ou um debate. Você me deixa feliz e eu te deixo feliz.

Isso pode se tornar cansativo.

Bom , mais como tudo no BDSM, isso depende da essência de cada um.
Uns gostam de desafios, outros não…
Uns são pacientes,outros não…
Uns gostam da submissão total, outros de um pouco de resistência e emoção…
Um Brat não consegue se entregar de forma incondicional, sempre vai haver perguntas, mais isso pode ser trabalhado, e depende tanto do submisso quanto do Dominador.

É um trabalho em conjunto, o Brat precisa aprender a confiar em seu Senhor, superar o medo de falhar, deixar de ficar sempre na defensiva. Isso pode privá-lo de prazeres e sensações.

Aprender a dar para poder receber, mais cientes de que são seus Senhores que ditam as regras e não o contrário.

Uma relação Dom/brat pode ser muito prazerosa desde que um aceite o jeito de ser do outro, sabendo que se pode superar obstáculos e quebrar barreiras.

Não é necessário se fazer uma lavagem cerebral, apenas amor e paciência para as mudanças começarem a acontecer.

Mais devem saber que o que mantém os dois juntos Dom/brat é justamente essa tensão diária.

A rebeldia, teimosia e até desobediência de um Brat não o torna menos submisso.

É tão submisso como qualquer outro, só demonstra isso de forma diferente, sua submissão ainda está escondida e precisa se libertar, e isso de certa forma o torna seguro contra abusos.

Há quem diga que o Brat gosta de comandar, mais isso não é verdade, senão ele seria um Dominador.

O que ele gosta mesmo é da emoção do desafio, de ser vencido, de ser conquistado como um troféu.

Autora: Aurora Lopes

original: https://www.facebook.com/pageconfissoesdeumasubmissa/posts/1600526100195055:0?__mref=message

Projeto Luxúria – Novo canal BDSM no YouTube!

Projeto Luxúria – Novo canal BDSM no YouTube! 

por Heitor Werneck

Recebi hoje uma nota de imprensa da publicação do canal do Heitor Werneck no YouTube, e como gosto muito do trabalho dele e do Projeto Luxúria, cá está meu quinhão:

BDSM é um acrônimo para a expressão ‘Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo’; um grupo de padrões de comportamento sexual humano. Até pouco tempo, tais fetiches não eram debatidos abertamente. Com o surgimento do fenômeno ’50 Tons de Cinza’, o BDSM ganhou os holofotes.

projeto-luxuria-heitor-werneckNo entanto, a realidade do universo fetichista é bem diferente da ficção. Um dos precursores do movimento no Brasil é o estilista e produtor cultural Heitor Werneck, que há dez anos lançou o Projeto Luxúria, uma das noites fetichistas mais consagradas do país.

Em comemoração a uma década da festa, o Projeto Luxúria acaba de lançar seu próprio canal no YouTube, a fim de desmitificar o BDSM. Quinzenalmente serão publicados vídeos com entrevistas de personalidades do meio, com aproximadamente dez minutos de duração cada.

Além de assinar o roteiro e a direção, Heitor Werneck também conduz a conversa. A primeira entrevistada é Domme Hot Mahara, que fala sobre empoderamento feminino, as responsabilidades de um dominador, a relação entre dominador e submisso, violência contra a mulher e feminismo dentro do universo BDSM.
O próximo entrevistado será com Toshi, mestre de amarrações de shibari (técnica japonesa de Bondage).

O link do canal é: https://www.youtube.com/channel/UC_yNxRPENdbx0X0e8r2NARQ

Eu já havia falado desse vídeo em questão neste link: https://www.dominador.org/entrevista-bdsm-heitor-werneck-do-projeto-luxuria/

Entrevista BDSM – Heitor Werneck do Projeto Luxúria

Entrevista BDSM decente

Quem já leu algo dos meus posts, percebeu que eu sou crítico e desbocado. E valorizo muito as pessoas que tive a sorte de conhecer, que têm postura, caráter e espírito de colaboração.

Heitor Werneck é um desses caras… Ele produz o Projeto Luxúria, é conhecido no meio, mas acima de tudo, é uma pessoa que vale a pena sentar do lado e bater um papo, seja profundo ou superficial, sobre BDSM e pessoas. Sim, pessoas… Porque entender melhor o BDSM, depende absolutamente de seu olhar sobre as pessoas.

Abaixo o vídeo com duas partes da entrevista do TV Luxúria, que recomendo assistir. Este é com a Hot Mahara, uma Domme profissional.

Desfrute e compartilhe, e mais importante: Deixe sua opinião também!

https://www.youtube.com/watch?v=rc0ei3zutk4

https://www.youtube.com/watch?v=FluLkthjGFE

https://www.youtube.com/watch?v=qRQ3wMeylT8

 

Por um mundo mais “igual”

Ser igual, para ser diferente

Eu fui à festa BDSM no dia 24/07, no Projeto Luxúria, do querido Heitor, da qual eu falei neste link. Mas isso eu vou escrever depois, para contar como foi.

Hoje venho escrever que assisti a um making of que o Heitor (do Projeto Luxúria) participou, e que eu adorei a ideia, e acho que precisamos de pessoas que abram a cabeça e comecem a ver as coisas mais claramente, com mais respeito e humanidade. Chega de tanto preconceito e estupidez. E eu não perco essa exposição, vamos?

https://www.youtube.com/watch?v=i5OaFKeFoOM

Festa BDSM comemorando o dia 24/7

Projeto Luxúria em São Paulo

Uma das festas mais importantes do universo BDSM no Brasil

Não estou exagerando, já viajei para muitos estados e conversei com muita gente de outros estados, e definitivamente, fora de São Paulo, o BDSM engatinha, infelizmente. Mesmo em São Paulo, ainda acho que casas, bares e festas bdsm ainda são muito tímidas e parcas. MAS, o querido Heitor Werneck é um cara muito competente em fazer festa, eventos, e tudo o mais… E há 10 anos ele colabora muito com o meio BDSM, com suas festas e eventos que além de reunir muita gente de todas as tribos, tem sempre informação e workshop para os interessados.

Neste próximo final de semana, haverá a comemoração do dia 24/7, com uma festa amanhã dia 22/07 e um workshop no sábado 23.

Eu não costumo fazer recomendações, pois é difícil indicar algo que não se tem controle de qualidade sobre a coisa, e depois vem gente sem critério e sem noção, reclamar que eu indiquei e a coisa era ruim (no ponto de vista dele), como se eu tivesse que garantir a qualidade…

Porém, esta é A FESTA BDSM! Como temos muita limitação de eventos do meio BDSM no Brasil, ela é a única que presta mesmo… E por isso estou indicando. Já fui a muitas festas do Heitor, e se você não ficar sentado escondido no canto do bar, você vai aprender algo, conhecer pessoas legais, bater papos legais e ver muita coisa diferente.

Enjoy! http://www.projetoluxuria.com.br/

Segue uma pitada de como a festa é:

https://www.youtube.com/watch?v=4PnMxXGiT2A

Rape play

rape-playRape play é uma prática de estupro consentido

Há alguns anos eu me interesso por práticas e comportamentos que são um tanto difíceis de se entender à primeira vista. O estupro consensual é uma dessas… E já a pratiquei algumas vezes, por eu gostar de blind date, o rape play acaba trazendo elementos muito parecidos e anda em paralelo com a prática.

É preciso antes de tudo deixar claro que é uma prática CONSENSUAL, não é um estupro real, nada é feito contra a vontade das partes envolvidas.

Eu sempre tenho conteúdo guardado para publicar, poemas, fotos, filmes, vídeos, artigos, mas minha falta de tempo acaba adiando isso. Há alguns anos eu li um post no Orkut, exatamente sobre o rape play, que com uma visão de leigo, explica superficialmente, mas pode servir para abrir uma discussão calorosa a respeito do tema.

Segue na íntegra:

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Por: Isy Sousa (10 de novembro de 2014)

Você sabe o que é Estupro Consensual?

Que Estupro é hediondo eu NÃO TENHO A MENOR DÚVIDA, mas também sei que muitas mulheres têm essa fantasia, que nesse caso é o “estupro consensual”.

Tem uma comunidade no orkut onde alguns participantes dão a sua opinião do que vem a ser essa prática: “Pelo que entendemos é um falso estupro, combinado entre as partes, e desempenharem seus papeis como se fosse verdadeiro”. “É O Faz DE CONTA DE UM ESTUPRO SÓ QUE COM PERMISSÃO”.

Na minha opinião é mais uma das fantasias que envolvem o sexo e embora muita gente não entenda…Bom, eu também não entendo ainda muitas coisas e nem por isso elas deixam de existir…E de serem reais.

Se o estupro é uma violência traumatizante pra uma mulher, porque o estupro consensual dá prazer? Porque o cérebro sabe que é UMA FANTASIA, uma situação simulada que não tem comparação com a violência que ocorre quando uma mulher é pega a força, sem desejar o ato.

No estupro o não É NÃO, na fantasia o NÃO é apenas uma fala do roteiro que aquela fantasia necessita pra se desenvolver e que não tem relação com o que MUITOS estupradores alegam quando dizem que quando uma mulher diz não, está querendo dizer…

Eu estava falando com um amigo dia desses e conversávamos sobre isso. No dia seguinte ele me mandou um texto simulando uma situação assim…

O texto contem algumas abreviações, mas achei melhor deixar assim, como me foi mandado…Deu uma narrativa mais “real” (além de que isso aqui não é aula de português, claro…rs)

MAS não esqueça que não estamos falando de “estupro” como crime e sim de uma FANTASIA adulta realizada por dois adultos de livre e espontânea vontade.

Uma fantasia que você tem todo direito de não curtir… De não se excitar.

No início do texto ele me contou que é meu namorado e que estou voltando tarde da noite pra casa de ônibus… Ele está me esperando no ponto de ônibus… Começo a andar em direção a casa…O lugar está deserto então ele chega por trás de mim…

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Creio que o restante da cena, vocês possam completar… Inclusive, se alguém quiser enviar uma continuidade, posso publicar aqui com prazer.

Eu diria que a prática está mais ligada a SM, e que a pressão psicológica pode ser elevada, se uma cena for bem feita. Os riscos são os comuns das práticas SM e as possibilidades de cenas são infinitas.

Um exemplo bom do que pode ser feito está num vídeo que postei há algum tempo neste link sobre BDSM na fazenda. (conteúdo para assinantes)

Que tal debatermos sobre isso? Alguém quer falar sobre suas experiências com rape play, ou mesmo vontades? Pode dar sua opinião contrária ou a favor, elas serão publicadas, desde que haja respeito.

Regras e conduta no BDSM

É sempre muito complexa a iniciação no BDSM, justamente porque acha-se que há uma aura misteriosa por trás de tudo, e que as coisas têm um jeito diferente de funcionar, em comparação ao mundo baunilha. O fato é que as coisas são iguais, com alguns conceitos adicionados apenas. E sempre caio em alguma discussão a respeito, de pára-quedas… E li um post recheado de metáforas, e quem me acompanha sabe que adoro metáfora, então resolvi compartilhar… Pois ele diz um pouco sobre como as coisas são, de forma diferente, com outro olhar. Apesar de eu não gostar de futebol, talvez seja uma linguagem palatável para alguém aí do outro lado.

Segue:

“Eu prefiro jogar futebol trombando nos jogadores adversários, assim eles caem no chão e não me atrapalham.”

Longe de caracterizar apenas “uma opinião”, aqui temos o que poderíamos chamar de ignorância…

O BDSM? Não é diferente.

Forma mais fácil de se distinguir o que é uma opinião de alguém, do que é um conceito ignorante?

Conheça as regras do jogo buscando BOAS fontes. Vá na raiz. No início. Pesquise!!!!!!!!!!!!!!

Não caia em conceitos só porque “muitos os defendem”…
– Ou pode acabar recrutado para uma “torcida organizada”,
dessas que só servem para organizar brigas violentas umas com as outras, e achar que está vivenciando uma parte legítima e saudável do futebol.
Nem aceite ou acredite piamente em algo só porque um famoso, ou seu melhor amigo, disse… Ou ainda porque “apareceu em um vídeo”…
– Ou pode acabar cismando que concurso de embaixadinhas é jogo de futebol, que um jogador autêntico quebra paredes se der bons chutes e até que determinado time é melhor que os outros sem qualquer base técnica.

2 – Se alguém lhe afirmar que…
…”Em sua época, o pó de arroz fazia parte do uniforme?”…
…”Verdadeiros jogadores jogam descalços ou só usam nike?”…
…”Ninguém pode jogar futebol vestindo jeans?”…
…”Só pode jogar futebol quem achou sua vocação cedo nisso?”…
…”Ou ainda que só é jogador quem joga em copas e está na TV?”…
…”O único futebol de verdade é o que existe em clubes oficiais?”…
…”Futebol de verdade joga-se tranquilamente no playstation?”…
…”No futebol ou se é goleiro, ou se é técnico ou se é jogador?”…
…”Que todo jogador experiente é bom técnico por natureza?”…
…”Jogar com as mãos faz do futebol um esporte completo?”…

Lembre-se que:
-> Alguns costumes são locais e mudam com o tempo.
-> Há espaço para entusiasmo com opções e gostos pessoais.
-> Amadores, profissionais e novatos equipam-se diferente.
-> O gosto por algo nem sempre aparece cedo.
-> Futebol é lazer e esporte antes de ser competição e exibição.
-> E, claro, sendo esporte ou lazer indepente de associações.
-> Que um fâ de algo vai sempre idealizar ser aquilo ao máximo.
-> Na vida pessoas mudam, momentaneamente ou de vez e isso é normal.
-> Mas nem sempre antiguidade significa boa formação.
-> E sim… Futebol tem regras. Quando ignoradas? Deixa de ser futebol!

3 – Antes de entrar em uma batalha de opiniões?
Questione suas fontes E as dos demais.
Faça o possível pra VOCÊ estar de acordo com boas fontes antes de mais nada.
Por vezes? Sim…
Será você o equivocado na história.
(E quanto antes perceber isso, melhor.)
…Mas nem sempre há um certo ou um errado…
…E, quando há? Isso vem de algo que possa ser provado.
(E aí parabéns se você for o lúcido e esclarecido.)

Dica óbvia? Preste atenção em detalhes.

No BDSM, é comum haverem fontes de qualidade duvidosa sendo referenciadas só porque são as mais acessíveis, conhecidas ou ainda por apregoarem que são as corretas sem qualquer base.
– Sejam CRITERIOSOS com suas fontes.
Também é comum o BDSM ser usado como pretexto, por quem tem segundas intenções, desviando-se de seu objetivo (o KINK mútuo, consentido e responsável).
– Tal e qual também fazem com o futebol as vezes. NADA está livre disso.
E “quem anda com porcos, farelo come”…
O ser humano é muito vulnerável à aceitar um “falso dogma” por estar emocionalmente ligado à quem apregoa determinada coisa.
Ou ainda por considerar aquilo uma identidade de grupo.
– Isso pode acontecer comigo, contigo e qualquer outro que não se policie. E se acontecer? Isso se torna obstáculo à evolução do praticante.

De resto? FIQUEM ESPERTOS!

Texto de Don Marco Alighieri

O post não é meu, como expliquei no início.