A depreciação da imagem da submissa

Num grupo do Facebook eu vi uma submissa postar essa imagem… batendo no peito como sub que diz que é… e não concordo, acho justamente essa distorção do que é ser submissa que torna a submissa cada vez mais masoquista, ou estúpida, quando ela é só uma sub, mas acha que precisa das humilhações, mesmo quando não tem prazer com isso. É!!! submissa precisa ter prazer com as práticas que tem… como as masoquistas não precisam ser submissas, mas também têm prazer com a dor ou o sofrer.

Não confunda submissão com masoquismo. Não bata no peito porque acha que é assim que deve ser para ser aceita! Informe-se.

submissa imagem

Revolts hoje… tô sim.

 

Fragmentos de uma relação bdsm | segundo ato

Submissa:

Foi difícil entender o que se passava pela minha mente naqueles instantes finais. É muito complexo este jogo e ainda estou aprendendo a entender o meu “adversário”, entender sua mente, seu objetivo e poder jogar com as mesmas armas que ele….

O ser humano é muito complexo e nem sempre decifrável. Ontem sai com a sensação intensa de ter sido um objeto, imóvel, de joelhos na porta do banheiro, algo como um belo vaso abandonado no canto da sala, aqueles que só lembramos que existe quando chutamos sem querer ou vemos as folhagens amareladas. Aliás, tive esta sensação algumas vezes.

Até meus pensamentos me desprezaram me viraram as costas e me deixaram vazia naquele carro, em busca de uma palavra, um gesto qualquer que me expulsasse deste buraco enorme que se abriu e onde me sentia encolhida e sozinha.

Talvez seja mais fácil quando não se tem ansiedade, como disse, e eu que me achava uma pessoa controlada e dona de si, me deparo com uma necessidade enorme de satisfazer alguém, de dar prazer, não se importando com a forma. A ansiedade vem deste silêncio absoluto depois do barulho do carro se distanciando… me faz sentir uma mulher qualquer sendo deixada num canto qualquer… e saio me perguntando quem sou eu. Quem é esta mulher que conduz a vida com tanto equilíbrio e neste momento tão frágil, tão pequena, tão diminuída.

Ao mesmo tempo em que este sentimento dói, que consome, conforta. É como se existisse duas pessoas dentro deste mesmo corpo, vivendo uma crise existencial e brigando pelos seus direitos, uma de mulher e a outra de escrava.

Qual das duas será que ganha esta briga?

Poderiam até se entender se houvesse a satisfação e complemento das duas….

Mas é tão difícil achar este equilíbrio, principalmente porque não depende de mim e sim de outra pessoa que decide o que vai fazer comigo hoje… e ele quis me usar, apenas.

Acho que estou lendo “50 tons” num momento bem propicio….e como diz Anastácia, – “quero mais”.

Foi mais ou menos como sair do teatro antes do final da peça e não saber como ela acabou.

Se o seu desejo foi este, objetivo alcançado.

Isto me consome, porque me frustra me preenche, me confunde e me lembra do que sou na essência e meu medo é a entrega sem questionar os pensamentos e sem que eles se revoltem contra mim mesma.

Senti falta de você.

 

Dominador:

Boa noite X, como vai?
muito bom, foi como eu esperava.

Quero que você experimente sensações diferentes, investigue a você mesma, descubra-se… só depois de termos explorado alguma coisa é que teremos parâmetros para então seguir determinada linha.

A ideia de briga entre as duas pessoas dentro de si mesma é natural, mas a situação não existe, não é uma briga e ninguém ganha a batalha… e é justamente aí que vem a coisa legal, o melhor aspecto da nossa cabeça. Você está naquele momento dominada, entregue, a dominação psicológica depende justamente das reviravoltas, dúvidas e incertezas absolutas… isso faz com que você esteja disponível, frágil e que dependa de confiança em seu dominador. Ainda falta muuuito para experimentarmos, testarmos, alcançarmos, mas nessa pegada eu tenho certeza que cada etapa do processo será bem vivida e aproveitada.

Pense que todo esse exercício pode deixar muita coisa preciosa de legado… é com ele que você vai se descobrir no bdsm, é com ele que eu vou fazer desabrochar em você a submissa do meu jeito. Mas que é só um modelo que iremos criar juntos, para a nossa relação. E você tem muito mais a oferecer, com suas peculiaridades e experiências externas ao bdsm, que faz com que esse estereótipo da nossa relação seja único, só nosso. Se houver outra pessoa no futuro, ela já não irá experimentar das mesmas situações com você, mesmo que utilize as mesmas técnicas e conceitos que eu. Pois cada qual transforma o meio com suas experiências… além de você ser uma pessoa diferente a cada dia.

E viva às diferenças! a descoberta de si própria e da submissa que está aí, gritando para inundar sua mente.

Bem-vinda, à noite escura… nossa atmosfera está criada.

Conforto: não pense que você sendo usada é algo negativo. É aí que o bdsm está… e nem sempre você será só usada, ainda temos muito a fazer.

Conto filtrado: Os prazeres do Dono

Esse é o primeiro post em que estou selecionando um conto filtrado… “Os prazeres do Dono” 

vou procurar compartilhar com vocês desta forma, alguns contos, estórias e textos que encontro pela internet afora, em alguns casos em inglês, mas vou procurar traduzi-los e só vou compartilhar o que julgo que valha a leitura.

Eu estava sempre sobre o efeito dos prazeres do Dono….
Estava sempre
com desejo de gozar
E fui conversando com Dono sobre novas sensações
foi uma conversa deliciosamente sádica
Dono é sádico.. coisa que essa cadela adora!!

Dono diz:
Minha cadela, você sabe o que deve fazer

Cadela rapidamente colocou o corselete branco, coloquei uma calcinha fio dental, as meias 7/8, coloquei o sapato e fiquei esperando o Donobondage bdsm Mas bastava somente um olhar já era suficiente e essa cadela sabia o que fazer, porque o olhar dele de luxuria, desejo era inconfundível,

Dono estava muito serio e me manda ajoelhar,sem dizer nada eu ajoelhei,olhando em seus olhos, Dono simplesmente pegou meu cabelo, levando minha boca para seu pau,então abri minha boca e comecei a chupá-lo,brinquei com minha língua em seu pau,fiz movimentos de vai e vem, engasguei algumas vezes mas estava adorando,ser usada por ele

Dono adora judiar da cadela, e sabia que isso me excitava ao extremo, eu já estava toda molhada
Sinto o ardor de um tapa em meu rosto, olhei para o Dono.

Dono:
Cadela vadia, porque você esta sem a coleira,nem deveria ter tirado

Quando pensei em abrir a boca para responder, recebi outro tapa

Dono:
Cala a boca, cadela

Obedeci e continuei a chupá-lo, mas com apenas um gesto ele me levanta,me ordena que fique,somente com os sapatos,me ordenou para deitar na cama e abrir bem as pernas.

Dono rapidamente pegou o chicote,veio ate mim me deu um beijo ardente,meus seios já estavam rígidos ele sabia que eu estava toda molhada para ele,podia se sentir o cheiro dessa cadela no cio a distancia
Sem perceber ele estava em pé a minha frente e eu ali toda aberta, ele me observou por instantes intermináveis com o chicote na mão.

Dono:
vire-se cadela de quatro pro Dono agora

Eu podia gozar,somente com aquela voz,era dele,era por ele,e sua voz estava com o desejo que meu corpo causava a ele
Logo me assusto com um estralo, meu corpo estremeceu quando abro os olhos DONO estava dando chicotadas nas minhas costas que se encolhia com a dor, fazendo com que saísse lagrimas de meus olhos, como eu gostava de me sentir ali e isso me excitava cada vez mais.

Dono decidiu me algemar e logo em seguido trouxe uma vela,aqueles primeiros momentos foram cruciais seu olhos,e minha expectativa para o encontro dos pingos no meu corpo,ahh mexeu com meu desejo…Senti o primeiro pingo cair sobre um dos meus seios, ardeu queria gritar, mas não o fiz, DONO continuou pingando descendo pela minha barriga… Sentia dor, mas acima de tudo sentia prazer excitação, gostava de ser torturada por ele

Ele então fica entre minhas pernas e começa a bater com o chicote em minha buceta, ele batia forte, muito forte, sentia me como pegando fogo, mas mesmo assim minha buceta escorria de tanto tesão,gostava de te-lo batendo em mim daquela forma…
Dono foi brincando com a cadela… observando cada detalhe
conduzindo com o chicote

DONO parou de me chicotear minha buceta e foi beijá-la, deu leves beijinhos,e estava ardendo e vermelha, subiu beijando até chegar a meus seios, ajeitou-se entre minhas pernas e colocou todo o seu pau em mim, movimentando-o lentamente aumentando sua velocidade cada vez mais, o sentia ele ir bem fundo em mim…sentia cada pulsar de tanto tesão.
Dono introduzia tão rápido, entrava e saia, cadela resmunga para o Dono..um pedido de socorro
e não demorou muito…

Dono então ordenou
que lhe entregasse esse prazer
que me alucinava
e eu então devassa, cadela no cio
gozei deliciosamente

Dono ainda não havia gozado ele me estocava com força e velocidade impar e me puxou rapidamente e colocou seu pau em minha boca, naquele momento eu engoli todo o seu gozo… ali essa era minha única posse poder beber dele,logo que terminei de engolir
Dono me soltou e se retirou a tomar um banho, não antes de me deixar seu sorriso de satisfação e orgulho

Artigo retirado de http://submissavirtuosa.blogspot.com.br/2013/02/os-prazeres-do-dono.html

Fragmentos de uma relação BDSM | intervalos

Submissa:
Confusa, e-mail triste, desesperado, com esperança.
Dominador:
Quando estamos envolvidos, somos envolvidos… fazemos parte. Aos poucos deciframos como fazer para vivenciar as coisas, experimentar tudo, e; é natural termos pressa às vezes, ansiedade ou algo assim. Mas absolutamente nada construído muito rapidamente é sólido o bastante. Imagine que para cozinhar alguns pratos muito especiais, levamos algum tempo em frente ao fogão, ou algumas bebidas são envelhecidas por muito tempo para serem consumidas em bem pouco tempo.
Com base nisso, proponho que descubramos sem pressa as coisas. Com a certeza de que não vamos experimentar nada ruim e qualquer experiência que tivermos vai valer a pena. Assim mesmo a incerteza da continuidade é saborosa, mesmo não conhecer as respostas, não nos paralisa em continuar perguntando. Só a inércia atrapalha, e quando você acha que paramos, estamos só preparando o próximo passo. Confie.
Submissa:
Que lindo…
Obrigada, precisava ler isto…
Concordo com você em tudo que disse, acho que é assim que devem ser as coisas… mas precisava  ler isto para entender que pensa desta forma e que não sou apenas um passa tempo que você lembra quando esta a fim… entende?
Não tenho problema em ser lento, acredito que assim as coisas se fortalecem e duram, só precisava saber que estamos no caminho certo, que esteja gostando e que está tudo bem.
Eu confio em você através do que fala e das suas atitudes…
Obrigada!

Fragmentos de uma relação bdsm | primeiro encontro

Submissa:
O primeiro encontro
O primeiro minuto foi eternizado no toque de suas mãos, antes era um misto de medo, ansiedade, suspense, excitação…

Depois de sentir seu toque um rodamoinho de sensações passaram por mim, todas elas me deram um oi passageiro e foram embora, transformando tudo em um cenário iluminado…

E iluminado é a sensação mais confusa neste momento, em que meus olhos vendados nada viam….

Depois veio o som da sua voz, que invadiu a minha alma e cravou sua bandeira dizendo que não estava de passagem…

Som inesperado que surgia ao meu lado, que firmava que alguém muito desejado estava presente, sua voz arrepiava meu corpo e me conduzia… e eu me deixava guiar por ela …

Indefesa e limitada a fazer o que a sua voz me dizia…

Sempre esperei por um momento único, nunca imaginei como ele seria, apenas queria que ele fosse único, pensado e criado por alguém que entendesse que cada minuto é especial e é isto que faz com que se eternize…

O cuidado, o carinho, o respeito, a possessão, a dominação… me renderam… e me tornei, ao entrar por aquela porta… sua submissa.

Clamando pelos seus olhos… e sendo iluminada pelo seu toque e sua voz… vejo que o que vem de ti me é suficiente… e não preciso de nada que não queira me dar e sou absolutamente escrava e dependente do que me dá com amor…

Triste hoje não é não ver seus olhos ou a luz do quarto… mas sim não ouvir sua voz a me conduzir…

 

Tem mais… bem mais!

Fragmentos de uma relação bdsm | Início

Um breve cenário, que dentro do possível vou resgatar e quem acompanhar talvez tenha noção do  que foi vivido. Daqui em diante, o desenrolar desse história eu irei sempre marcar como “fragmentos de uma relação bdsm”, caso você queira acompanhar, sinta-se a vontade.

  • A submissa: casada e iniciante
  • Situação: marido sabe, ele fez o contato com o dominador através de um anúncio num site, não participa de nenhuma sessão, sequer o conhece pessoalmente.
  • Forma de contato real: blind date
  • Contatos: 3 sessões
  • Condições: ela não pode fazer contato a não ser de forma escrita, ela fica a disposição do dominador quando ele deseja, ela gosta de ouvir a voz dele, mas ele raramente liga para ela, ela ainda não tirou a venda dos olhos, desde a primeira sessão, e não se importa com isso. Quer sentir novas sensações, se entregar, se sente dominada por ele desde o primeiro contato telefônico.
  • Avaliação superficial: ela é sub de alma, entende o conceito de entrega, não tem medo, quer viver o bdsm, vê no bdsm a oportunidade de se libertar, tem grande potencial para aprender e servir, é dedicada, não é ansiosa, não se importa em como o dominador leva a vida, não pergunta detalhes, só quer viver e se entregar a ele, é vaidosa, é inteligente, tem perfil profissional de destaque e não-submisso, pensa antes de falar, tem encanações às vezes, se é agradável, se é gostada pelo dominador, mas vai superar isso e entender que se ele está com ela, ela basta.

 

Tem mais… muito mais…