Por um mundo mais “igual”

Ser igual, para ser diferente

Eu fui à festa BDSM no dia 24/07, no Projeto Luxúria, do querido Heitor, da qual eu falei neste link. Mas isso eu vou escrever depois, para contar como foi.

Hoje venho escrever que assisti a um making of que o Heitor (do Projeto Luxúria) participou, e que eu adorei a ideia, e acho que precisamos de pessoas que abram a cabeça e comecem a ver as coisas mais claramente, com mais respeito e humanidade. Chega de tanto preconceito e estupidez. E eu não perco essa exposição, vamos?

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Festa BDSM comemorando o dia 24/7

Projeto Luxúria em São Paulo

Uma das festas mais importantes do universo BDSM no Brasil

Não estou exagerando, já viajei para muitos estados e conversei com muita gente de outros estados, e definitivamente, fora de São Paulo, o BDSM engatinha, infelizmente. Mesmo em São Paulo, ainda acho que casas, bares e festas bdsm ainda são muito tímidas e parcas. MAS, o querido Heitor Werneck é um cara muito competente em fazer festa, eventos, e tudo o mais… E há 10 anos ele colabora muito com o meio BDSM, com suas festas e eventos que além de reunir muita gente de todas as tribos, tem sempre informação e workshop para os interessados.

Neste próximo final de semana, haverá a comemoração do dia 24/7, com uma festa amanhã dia 22/07 e um workshop no sábado 23.

Eu não costumo fazer recomendações, pois é difícil indicar algo que não se tem controle de qualidade sobre a coisa, e depois vem gente sem critério e sem noção, reclamar que eu indiquei e a coisa era ruim (no ponto de vista dele), como se eu tivesse que garantir a qualidade…

Porém, esta é A FESTA BDSM! Como temos muita limitação de eventos do meio BDSM no Brasil, ela é a única que presta mesmo… E por isso estou indicando. Já fui a muitas festas do Heitor, e se você não ficar sentado escondido no canto do bar, você vai aprender algo, conhecer pessoas legais, bater papos legais e ver muita coisa diferente.

Enjoy! http://www.projetoluxuria.com.br/

Segue uma pitada de como a festa é:

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Rape play

rape-playRape play é uma prática de estupro consentido

Há alguns anos eu me interesso por práticas e comportamentos que são um tanto difíceis de se entender à primeira vista. O estupro consensual é uma dessas… E já a pratiquei algumas vezes, por eu gostar de blind date, o rape play acaba trazendo elementos muito parecidos e anda em paralelo com a prática.

É preciso antes de tudo deixar claro que é uma prática CONSENSUAL, não é um estupro real, nada é feito contra a vontade das partes envolvidas.

Eu sempre tenho conteúdo guardado para publicar, poemas, fotos, filmes, vídeos, artigos, mas minha falta de tempo acaba adiando isso. Há alguns anos eu li um post no Orkut, exatamente sobre o rape play, que com uma visão de leigo, explica superficialmente, mas pode servir para abrir uma discussão calorosa a respeito do tema.

Segue na íntegra:

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Por: Isy Sousa (10 de novembro de 2014)

Você sabe o que é Estupro Consensual?

Que Estupro é hediondo eu NÃO TENHO A MENOR DÚVIDA, mas também sei que muitas mulheres têm essa fantasia, que nesse caso é o “estupro consensual”.

Tem uma comunidade no orkut onde alguns participantes dão a sua opinião do que vem a ser essa prática: “Pelo que entendemos é um falso estupro, combinado entre as partes, e desempenharem seus papeis como se fosse verdadeiro”. “É O Faz DE CONTA DE UM ESTUPRO SÓ QUE COM PERMISSÃO”.

Na minha opinião é mais uma das fantasias que envolvem o sexo e embora muita gente não entenda…Bom, eu também não entendo ainda muitas coisas e nem por isso elas deixam de existir…E de serem reais.

Se o estupro é uma violência traumatizante pra uma mulher, porque o estupro consensual dá prazer? Porque o cérebro sabe que é UMA FANTASIA, uma situação simulada que não tem comparação com a violência que ocorre quando uma mulher é pega a força, sem desejar o ato.

No estupro o não É NÃO, na fantasia o NÃO é apenas uma fala do roteiro que aquela fantasia necessita pra se desenvolver e que não tem relação com o que MUITOS estupradores alegam quando dizem que quando uma mulher diz não, está querendo dizer…

Eu estava falando com um amigo dia desses e conversávamos sobre isso. No dia seguinte ele me mandou um texto simulando uma situação assim…

O texto contem algumas abreviações, mas achei melhor deixar assim, como me foi mandado…Deu uma narrativa mais “real” (além de que isso aqui não é aula de português, claro…rs)

MAS não esqueça que não estamos falando de “estupro” como crime e sim de uma FANTASIA adulta realizada por dois adultos de livre e espontânea vontade.

Uma fantasia que você tem todo direito de não curtir… De não se excitar.

No início do texto ele me contou que é meu namorado e que estou voltando tarde da noite pra casa de ônibus… Ele está me esperando no ponto de ônibus… Começo a andar em direção a casa…O lugar está deserto então ele chega por trás de mim…

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Creio que o restante da cena, vocês possam completar… Inclusive, se alguém quiser enviar uma continuidade, posso publicar aqui com prazer.

Eu diria que a prática está mais ligada a SM, e que a pressão psicológica pode ser elevada, se uma cena for bem feita. Os riscos são os comuns das práticas SM e as possibilidades de cenas são infinitas.

Um exemplo bom do que pode ser feito está num vídeo que postei há algum tempo neste link sobre BDSM na fazenda. (conteúdo para assinantes)

Que tal debatermos sobre isso? Alguém quer falar sobre suas experiências com rape play, ou mesmo vontades? Pode dar sua opinião contrária ou a favor, elas serão publicadas, desde que haja respeito.

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Regras e conduta no BDSM

É sempre muito complexa a iniciação no BDSM, justamente porque acha-se que há uma aura misteriosa por trás de tudo, e que as coisas têm um jeito diferente de funcionar, em comparação ao mundo baunilha. O fato é que as coisas são iguais, com alguns conceitos adicionados apenas. E sempre caio em alguma discussão a respeito, de pára-quedas… E li um post recheado de metáforas, e quem me acompanha sabe que adoro metáfora, então resolvi compartilhar… Pois ele diz um pouco sobre como as coisas são, de forma diferente, com outro olhar. Apesar de eu não gostar de futebol, talvez seja uma linguagem palatável para alguém aí do outro lado.

Segue:

“Eu prefiro jogar futebol trombando nos jogadores adversários, assim eles caem no chão e não me atrapalham.”

Longe de caracterizar apenas “uma opinião”, aqui temos o que poderíamos chamar de ignorância…

O BDSM? Não é diferente.

Forma mais fácil de se distinguir o que é uma opinião de alguém, do que é um conceito ignorante?

Conheça as regras do jogo buscando BOAS fontes. Vá na raiz. No início. Pesquise!!!!!!!!!!!!!!

Não caia em conceitos só porque “muitos os defendem”…
– Ou pode acabar recrutado para uma “torcida organizada”,
dessas que só servem para organizar brigas violentas umas com as outras, e achar que está vivenciando uma parte legítima e saudável do futebol.
Nem aceite ou acredite piamente em algo só porque um famoso, ou seu melhor amigo, disse… Ou ainda porque “apareceu em um vídeo”…
– Ou pode acabar cismando que concurso de embaixadinhas é jogo de futebol, que um jogador autêntico quebra paredes se der bons chutes e até que determinado time é melhor que os outros sem qualquer base técnica.

2 – Se alguém lhe afirmar que…
…”Em sua época, o pó de arroz fazia parte do uniforme?”…
…”Verdadeiros jogadores jogam descalços ou só usam nike?”…
…”Ninguém pode jogar futebol vestindo jeans?”…
…”Só pode jogar futebol quem achou sua vocação cedo nisso?”…
…”Ou ainda que só é jogador quem joga em copas e está na TV?”…
…”O único futebol de verdade é o que existe em clubes oficiais?”…
…”Futebol de verdade joga-se tranquilamente no playstation?”…
…”No futebol ou se é goleiro, ou se é técnico ou se é jogador?”…
…”Que todo jogador experiente é bom técnico por natureza?”…
…”Jogar com as mãos faz do futebol um esporte completo?”…

Lembre-se que:
-> Alguns costumes são locais e mudam com o tempo.
-> Há espaço para entusiasmo com opções e gostos pessoais.
-> Amadores, profissionais e novatos equipam-se diferente.
-> O gosto por algo nem sempre aparece cedo.
-> Futebol é lazer e esporte antes de ser competição e exibição.
-> E, claro, sendo esporte ou lazer indepente de associações.
-> Que um fâ de algo vai sempre idealizar ser aquilo ao máximo.
-> Na vida pessoas mudam, momentaneamente ou de vez e isso é normal.
-> Mas nem sempre antiguidade significa boa formação.
-> E sim… Futebol tem regras. Quando ignoradas? Deixa de ser futebol!

3 – Antes de entrar em uma batalha de opiniões?
Questione suas fontes E as dos demais.
Faça o possível pra VOCÊ estar de acordo com boas fontes antes de mais nada.
Por vezes? Sim…
Será você o equivocado na história.
(E quanto antes perceber isso, melhor.)
…Mas nem sempre há um certo ou um errado…
…E, quando há? Isso vem de algo que possa ser provado.
(E aí parabéns se você for o lúcido e esclarecido.)

Dica óbvia? Preste atenção em detalhes.

No BDSM, é comum haverem fontes de qualidade duvidosa sendo referenciadas só porque são as mais acessíveis, conhecidas ou ainda por apregoarem que são as corretas sem qualquer base.
– Sejam CRITERIOSOS com suas fontes.
Também é comum o BDSM ser usado como pretexto, por quem tem segundas intenções, desviando-se de seu objetivo (o KINK mútuo, consentido e responsável).
– Tal e qual também fazem com o futebol as vezes. NADA está livre disso.
E “quem anda com porcos, farelo come”…
O ser humano é muito vulnerável à aceitar um “falso dogma” por estar emocionalmente ligado à quem apregoa determinada coisa.
Ou ainda por considerar aquilo uma identidade de grupo.
– Isso pode acontecer comigo, contigo e qualquer outro que não se policie. E se acontecer? Isso se torna obstáculo à evolução do praticante.

De resto? FIQUEM ESPERTOS!

Texto de Don Marco Alighieri

O post não é meu, como expliquei no início.

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Preconceito e exclusão no BDSM

Preconceito no BDSM: Um tiro no pé!

Mais respeito por favor!

diferenteEu sou um defensor ferrenho da causa BDSM sem preconceitos, justamente porque grupos como o nosso, sofrem preconceito e são estigmatizados justamente por não serem entendidos, ou por intolerância, ou simplesmente burrice mesmo, de quem os exclui.

Mas é impressionante a avalanche de babacas que põe fogo nas coisas e querem ver tudo arder, e depois eles reclamam que são vítimas de preconceito. Levantando uma bandeira de que “Nós BDSMers somos vítimas de preconceito mas somos super liberais, cabeça-aberta e blá-blá-bla” Acontece que esse mesmo povo, faz banca para apedrejar o primeiro que tiver alguma prática que eles não conheçam, ou que simplesmente não concordem… Se eles acham a prática estranha ou que “não se classifica no BDSM”, eles crucificam a pessoa que citá-la.

É curioso que a Teoria das Janelas Quebradas se aplique com tanta frequência, em tantos lugares… Se quiser saber do que eu estou falando, clique aqui e veja outro post meu a respeito.

Participei de uma crucificação dessas, vou explicar e em seguida copio abaixo o printscreen que fiz da crucificação no Facebook.

Todos que me acompanham, sabem que sou adverso à dominação virtual, pois sempre exponho minha opinião a respeito disso. Mas não critico ninguém que curta isso, e em dado momento, até resolvi perguntar para “dominadores” e “submissos/as” que curtem a “prática”, mas não me convenci de que isso seja algo válido pra mim. Ok para quem quer brincar de jogo bdsm virtual, mas pra mim isso não existe. Justamente porque posso ditar tarefas ou ordens à minha sub por telefone, e-mail ou whatsapp, mas ela já tem uma relação real comigo. Agora; ter uma “relação virtual” com alguém e ditar regras e tarefas é só engraçado pra mim, motivo de piada. MAS… veja bem, eu não exponho ninguém, nem acho que isso seja saudável.

Então, o sujeito escreve no Facebook que quer uma submissa para humilhá-la no whatsapp! Eu acho engraçado, mas não critico-o… E resolvo investir meu tempo para ler o que comentam… Imaginei que alguns iriam discordar, outros comentarem com seu ponto de vista, mas sou um homem de fé no ser humano, e não queria ter lido o que li, porque acreditava que o blá-blá-blá de que somos evoluídos no bdsm e tolerantes para respeitar as vontades estranhas do vizinho, era minimamente verdade. E; eu estava enganado… Claro!

Seguiu-se uma mensagem atrás da outra, ridicularizando o fulano. E ao final eu dei minha opinião.

Apaguei o nome de todos os envolvidos, por razões óbvias. E faço um convite aqui, para sermos mais felizes, tolerantes, menos preconceituosos, mais amáveis, que ensinemos de graça, sem esperar algo em troca, só pelo prazer de ter um meio mais saudável e organizado, justo e decente. Pois odeio esse meio insalubre em que estamos nos últimos anos… É tanta merda que fico pensando se ainda há algo que se salve na “nova geração” de nós mesmos.

preconceito-e-exclusao-no-bdsm

Respeitar para sermos respeitados, vamos praticar?

Eu vivo o que eu digo, e você?

Agora uma musiquinha que gosto, que é bem o tapa na cara de preconceituosos assim. Ah! Você não precisa concordar comigo, e sabe o que penso sobre isso? FODA-SE! Darwin citou uma teoria que cuida de consertar isso ;)

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