Fragmentos dos meus devaneios: Sobre empréstimo

Sobre empréstimo no BDSM

O empréstimo de escravas não é muito comum no BDSM, apesar de afirmarem o contrário

Digo isso porque algumas pessoas afirmam que são liberais e que fazem o empréstimo das suas subs, ou bottoms, na minha opinião, com o intuito de não estabelecer vínculos mais fortes e gerar afeto na relação com o bottom.

Que fique claro que não estou falando de menage*, isso é outro assunto.

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Empréstimo é algo que é feito com escravas especificamente, subs (requer envolvimento maior, algo afetivo), em geral não são emprestadas, elas podem ter contato com baunilhas (para os doms liberais, como eu), mas não terão contato/sessões com tops. Pois dom é único… Só ele domina. Eventualmente dominadores levam suas subs para experiências com bondagistas (fetichistas), ou sádicos (quando o dom não oferece a experiência que o sádico propõe, como uma técnica específica com agulhas por exemplo), mas pela lógica do empréstimo, em geral é só o sádico mesmo que faz isso…

Para ter humilhação, algo como o public disgrace, degradação, esse tipo de coisa, como elemento principal. Quando um dom faz empréstimo da sua sub (na minha opinião, pois isso não é generalizado), ele tem envolvimento superficial com ela. Aí ela seria uma “avulsa”, por conta das sessões esporádicas e sem qualquer compromisso das partes, nem da sub.

Vantagem do empréstimo: Se as partes envolvidas procuram experiências em quantidade, essa é uma boa forma de conseguí-las.

Desvantagem: relações superficiais e limitadas, sem entendimento real e seguro dos limites do bottom, o que significa risco a TODOS os envolvidos. Além de confundir a linha conceitual de dominação de cada top. Pois a sub seria conduzida de formas diferentes simultaneamente. Isso é quase garantido: Prejuízo psíquico do bottom (se houver uma relação D/s de verdade, e não for avulsa).

Eu sempre fico pensando sobre coisas e Às vezes escrevo algo, que vez ou outra consigo um tempinho para vir compartilhar. Seria interessante que houvesse comentários, com opiniões divergentes e à favor, porque acredito que só assim podemos abrir a cabeça para novas ideias e pontos de vista, que tal participar?

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Filme – Documentário Fetiches 1996

 Para assistir esse filme, você precisa ser um usuário cadastrado, por ser conteúdo restrito. É rápido, você se cadastra e e confirma clicando num link em seu e-mail e pronto…

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Filme completo BDSM – Fetishes (1996)

Hoje adicionei mais um filme completo para assistir on-line no Vimeo. Trata-se de um documentário extraído da série da HBO chamada America Undercover, e trata de fetiches, como o próprio nome diz…

A ideia foi visitar a Caixa de Pandora, na Quinta Avenida em Manhatten, onde paga-se para ser submisso. Há uma boa ilustração de como são algumas sessões, onde existem fetiches relacionados ao látex, spanking, infantilismo e um tanto de masoquismo.

O interessante desse apanhado de práticas que ele descreve bem o cenário fetichista contido no BDSM. Eu particularmente não sou adepto de muitas coisas que usam o fetiche pesado e ao meu ver bem trash que está sempre vinculado ao BDSM, mas eu sou da opinião que se você quer afirmar que não gosta de algo, precisa experimentar o sabor, e definitivamente o fetiche não me encanta.

O vídeo não possui legenda e o áudio está em inglês, mas você não precisa do áudio para entender tudo o que se passa ;) com certeza é um filme interessante de se conhecer, está disponível on-line completo, no Vimeo, é preciso usar uma senha para assistí-lo, se você fizer o login aqui no site, irá conseguir ver a senha abaixo:

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Se quiser comentar, agradeço seu tempo ;)

 

 

Filme-completo-Fetishes-1996

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Poesia BDSM W.S. (sonetos)

Na tradução de Thereza Christina Rocque da Motta,

Escrava bdsm

 

Sendo teu escravo, o que fazer senão atender
Às horas e aos chamados de teu desejo?
Não tenho tempo algum para mim,
Nem serviços a fazer, até que me peças.
Nem ouso repreender a hora do mundo sem fim,
Enquanto eu, minha soberana, sigo tuas horas,
Nem penso que a solidão da ausência seja amarga,
Após dispensar teu servo de teu serviço;
Nem ouso questionar com meus ciúmes
Onde andarás, ou imaginar o que fazes,
Mas, como um triste escravo, sento-me e não penso,
Salvo, onde estás e quão feliz fazes a todos:
Então, que tolo é o amor, que, sob teu jugo
(Embora nada faças), nenhum mal o assombre.

Soneto 57 – William Shakespeare

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